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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

OPINIÃO DE PAIS SOBRE TEXTO

No dia 24 de outubro foi encaminhado para o e-mail de um grupo de pais de alunos do turno da tarde, o texto"A escola hoje e os alunos que não aprendem", de Roberto Leal Lobo e Silva Filho.
Vários pais responderam ao e-mail e seguem algumas opiniões:


Muito bom esse texto e retrata realmente o que as escolas estão passando hoje em dia... Deve ser muito difícil para os professores terem que "educar" as crianças quando o trabalho deles deveria ser o de "ensinar", pois acho que a educação deve vir de casa... Infelizmente, as pessoas estão cada vez mais mal educadas e por qualquer coisinha discutindo umas com as outras e as crianças achando que isso é normal! (...)
Admiro a forma como vocês vem tratando de vários assuntos nas reuniões e o trabalho que vem sendo feito para melhorar a escola.
Deise Cristina Caron


Penso também que o ensino no Brasil está doente. 
Como diz a letra de Gabriel Pensador,copiei decorei nao aprendi mas tirei dez...se passou 25 anos que sai da escola ,a geraçao dos meus filhos vive avanços tecnológicos a qual eles tem acesso cada vez mais cedo, mas o método de ensino quantinua o mesmo.
Quanto o cobrar as regras elas são nescessárias pois a vida e resultado das nossas escolhas e precisamos prepará-los para as suas.
Rosangela S. Strapaçao


Concordo sim com o contato da escola com os pais mesmo sendo de alunos do ensino médio.
Não é porque eles cresceram que não devemos mais acompanhar seu andamento escolar.
Afinal de contas agora,nessa fase,é que eles tomarão um rumo para o resto da vida.
Solange Marques


Acho muito importante a participação dos pais nesta fase escolar onde estao desenvolvendo caráter e suas companhias sao muito influenciadas.
Converso muito com minha filha e acho muito importante a presença dos pais na escola.
Juliana da Cruz


Em relação ao texto teria muito a comentar, pois o assunto e polêmico,  acredito também que a educação está em crise , a família esta em crise .....o que vemos hoje noticiados nos jornais e tv nos revolta mais.
Como brasileira acredito que tudo pode mudar  se cada família cuidasse  melhor de seus filhos, não tendo medo e nem vergonha de serem pais quadrados e ultrapassados, temos que mostrar para nossos filhos que estamos atento a tudo o que fazem , sendo mais enérgico nas cobranças de suas obrigações mostrando a eles que sem dedicação  nada sai bem feito , e que o maior patrimônio é o conhecimento.
Também  temos que sempre ser bons exemplos, não e tarefa fácil hoje criar um filho mas não podemos desistir, relaxar, deixar que outros os façam. A obrigação da CRIAÇÃO E DA EDUCAÇÃO é dos pais.
Cada uma fazendo a sua parte, teremos homens e mulheres de bem.(...)
Scarleth Lara Hein Stival


Quanto a sua mensagem é uma pena que o ensino está chegando a esse ponto, ele está se tornando precário.
Em uma sala de aula com 35 alunos são poucos que se salvam com vontade de ESTUDAR, sempre falo para o meu filho que ele tem que ter vontade própria para ir à escola, não forço ele à nada apenas converso e muito com ele. Ele sabe que mais tarde ele tem que ter uma profissão e que a escolha vai ser dele, e assim ele tem que ser bom aluno que o currìculo escolar é a base de tudo e o APRENDIZADO na escola é muito importante então falo para prestar atenção na sala de aula.
Em casa existe regras, hora de brincar, de estudar, no computador, no vidiogame, de comer e de descançar.
Ele sabe de tudo.
Tem dias que ele reclama e muito da bagunça da sala de aula, ele tem faltas na chamada mas o professor não ouve ele responder, ele também comenta da falta de interesse dos alunos não estão nem aí...para nada. (...)
Acho que para ser bom aluno hoje em dia o pai tem que estar muito presente, cuidando, dando atenção e a par de tudo que acontece na escola.
Maristela Guimarães


Em primeiro lugar, parabéns pela atitude de vocês para manter contato com os pais, pois os problemas da escola estão cada vez mais ligados às dificuldades de aprendizado e à qualidade de ensino das escolas.
Com relação ao texto, a escola de hoje está utilizandoe recursos para evitar a evasão escolar e manter os alunos fora de riscos do contato com drogas. Dessa forma é que se perde o foco das disciplinas devido ao desinteresse do aluno ao estudo pela falta de cobrança das próprias famílias. A escola não pode fazer as duas partes, o interesse pelo estudo deve iniciar dentro de casa com acompanhamento e diálogo. 
Homero e Mary 


Parabenizo a todos que tiveram a iniciativa do contato via e-mails, uma atitude muito positiva, pois em uma atualidade onde o tempo é muito curto, essa distância entre pais e escola fica reduzida com tal conduta.
Muito bem colocado o texto em questão, sempre fui adepta da frase que O MAL SÓ EXISTE, PORQUE OS BONS NÃO FAZEM NADA, ou seja de uma maneira geral o que tenho visto é simplesmente pessoas fechando os olhos para os problemas (para que confrontar se podemos, desviar), e , essa postura é geral, mas ela se torna imperdoável com relação aos nossos filhos/alunos. 
Vejo pais deixando aos professores, responsabilidades que não há, e da mesma forma, vejo professores passando à equipe pedagógica  e diretoria responsabilidades em excesso...Me refiro de uma forma geral, não especificamente a uma instituição de ensino, infelizmente muitos dos bons valores vem se perdendo pelo caminho da educação, e é óbvio que de onde deveria vir o maior apoio e atitudes que fariam a diferença, não há o menor interesse, me refiro aos nossos respeitáveis dirigentes, respeitáveis e  espertos (para que educar uma nação, se manipula-los é muito mais lucrativo)...
Mas acredito que precisamos encontrar um caminho, nós, precisamos nos comprometer com uma causa e começarmos. (...)
Maria Cristina Mayer
 

A escola é a segunda casa dos alunos e também dos professores, deveria ao menos ser respeitada.
Existem muitos alunos que não estão nem ai para os estudos, enfim não estão nem aá para a vida. 
Também temos professores que muitas vezes não se preocupam com o ensino, só que saber do ``emprego e salário no final do mês``. Enfim professores fazem de conta que ensinam e alunos fazem de conta que aprendem. 
Não adiante só cobrar do estado, se a família não faz seu papel, que é dar educação de berço e principalmente respeito.
Vocês profissionais do Colégio Zardo estão de parabéns pelo estilo de ensino, sempre conversando com os pais em reuniões, fiscalizando os alunos inclusive na entrada do colégio; mas enfim quando lidamos com pessoas, principalmente os jovens sempre é difícil porque eles sempre acham que são donos da verdade.
A escola esta ai acessível para quem quer aprender, basta o aluno querer aprender, ou não, mas as vezes a vida acaba ensinando que forma mais cruel.
Jaciel Ruppel
 
 
 
Achamos muito interessante, vamos buscar mais informações sobre o assunto.
Ficamos muito felizes e agradecidos com o interesse da Escola  dos Professores, Pedagogos e Diretores, estaremos apoiando todas as ações realizadas no Colégio, para um melhor desenvolvimento do ensino e da disciplina.
Eliane e Eliezer de Macena
 
 
Como está escrito no texto, a instituição escolar deve se preparar para o cenário futuro do ensino escolar, pois os desafios estão mais presentes, os alunos de hoje e amanhã estam e estarão com mais informações-nervosos-estressados etc, e o diferencial sera a qualidade do ensino e a flexibilidade dos mestres, pois na realidade os professores muitas vezes passam a maior parte com o aluno que os Pais.
Muito boa iniciativa de comunicação.
Parabéns!
Rosimar 
 
Recebi seu e-mail, acho que tem sim que impor limites aos alunos, se eles fazem o que querem agora o que farão no futuro? 
Nem todos irão conseguir trabalhar com o que gostam. Vão ter que sempre obedecer alguém, hoje pais e professores, amanhã o patrão ou o cliente.... De qualquer forma há limite para tudo na vida, existem regras, leis e obrigações... 
Quando se tem a idade deles, achamos que tudo que estudamos é inútil, já passei por isso, hoje vejo isso no meu filho, porque ele não está pensando no futuro, só no que é divertido agora... Quando vamos tendo mais experiência de vida, aí sim damos mais valor no que já passou, daí que diferença isso faz? Já passou, não dá para voltar no tempo, a única coisa é tentar passar o que aprendemos aos nossos filhos os quais não estão interessados. 
Eu acho que a escola pode continuar sendo como antes, mas de uma maneira que envolva os alunos, o professor interagindo com eles e não simplesmente só falando sem que eles entendam o assunto.  (...)
Não adianta deixar o aluno fazer o que quer, ao mesmo tempo o professor não precisa ser alguém que eles tenham medo, mas sim respeito e admiração...
Elisangela
 
 
Adorei a idéia de mandar estes e-mails, li e gostei muito,inclusive quero ler este livro que é citado. Também concordo com o que diz no texto. É  muita frouxidão mesmo, a culpa é da nossa geração que foi cobrada, e que achava isso chato, não querendo fazer o mesmo com os filhos estragamos muito deles, demos demais e cobramos pouquíssimo, e acho que vai levar muito tempo para isso ser consertado. 
Raquel
 
 
Infelizmente a qualidade no ensino é algo questionável,  também a falta de interesse e comprometimento da parte dos alunos, pais e até mesmo dos professores. 
Talvez o erro esteja em cada "um" deixar de fazer a sua parte. Onde o aluno deveria ser aluno, e se preocupar em aprender. Onde os pais deveriam ser pais e orientarem seus filhos, ensinarem seus filhos o significado da palavra "respeito" pelo professores, pelas pessoas que trabalham na escola, pelos seus colegas de classe, e principalmente por si mesmo. Onde os professores também deveriam fazer a sua parte, honrar a sua profissão, que fora escolhida a dedo dentre tantas outras profissões e se preocuparem não somente com o aumento dos seus salários, mas com  o resultado do seu  bom trabalho. 
O problema é que o Brasil é totalmente capitalista, e as pessoas são individualistas. Costumam se unir somente em função do dinheiro. O pai se preocupa em pagar a escola (quando particular), ou se preocupa com que o filho vá para a escola mas muitas vezes nem tem a certeza de que ele realmente foi, ou nem sabe como anda a aprendizagem, as notas, por não ter o hábito de separar um tempo para as reuniões do colégio. O aluno se preocupa em ter "objetos" iguais aos dos seus colegas, em ganhar celular, computador, mas acabam esquecendo a regra básica do respeito e educação, que é a de saber usar no momento devido e não no momento em que bem entendem, vindo a atrapalhar a aula, passando por cima da autoridade dos professores e as vezes até contando com a proteção excessiva dos pais. Esquecem a sua função de aluno, a de aprender, adquirir conhecimento para o seu próprio beneficio. E os professores muitas vezes sabem que o conteúdo não é o melhor, que os métodos de ensino impostos pelo governo, não é o mais adequado, mas assim como o aluno, como os pais, como tantas outras pessoas no mundo, acabam cruzando os braços porque o interesse prioritário é lutar por causas individuais.
Josiane Tulio
 
 
Concordo com o texto, de um modo geral o que "interessa" é estar na escola, a maioria dos pais não se preocupam com o que os filhos estão aprendendo, se realmente estão aprendendo, acham que o fato de estarem frequentando as aulas já é o suficiente.
Particularmente acredito que deveria haver mais cobrança, acompanhamento por parte do pais, que realmente os estudos fossem levados a sério, fosse um compromisso entre pais e filhos, não como uma obrigação árdua, mas que os pais tentassem dispertar o interesse dos filhos em estudar, em alimentar-se de  conhecimento...em muitos momento da vida nos surgem dúvidas de como escrever, como falar, como agir, e este período escolar é o momento em que os alunos deveriam carregar-se destas informações, tirar suas dúvidas e com auxílio da família carregar sua bagagem intelectual para vida....
Quem leva os estudos a sério tem maior facilidade para viver, pois cada matéria, além de suas funções profissionais também trazem respostas de comportamento para o dia a dia,a escola é um complemento para a educação, para formar não apenas conhecedores das disciplinas, mas de seres humanos melhores.
Tento acompanhar meus filhos, auxiliando-os, incentivando, pois é a minha função, no mundo atual que vivemos existem muitas coisas que dispersa o interesse nos estudos e cabe a nós pais resgatar a importância disso.
Tatiany Miola
 
 
O texto é um incentivo e ao mesmo tempo uma cobrança de pais alunos e professores,  faz uma crítica ao modo como os pais estão educando os filhos e ate mesmo a forma que os professores tratam os alunos,
Hoje em dia tem muitos pais que não querem saber de ajudar os filhos de ensinar, acham que é só largar na escola que os professores vão cuidar e educar. Mas não é bem assim, temos que conversar muito com os filhos, impor regras.
Tenho dois filhos, tento passar para eles a educação que recebi dos meus pais, e hoje em dia os alunos não tem a mesma força de vontadede estudar como antigamente. Mas por outro lado o texto mostra a qualidade do trabalho em grupo, as atividades sociais.
Tatiane
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

LIVRO FRAGMENTOS


O Livro Fragmentos - coletânea de textos escritos pelos alunos - já é uma realidade.
Iniciado no mês de agosto, por meio do Projeto Fragmentos em Prosa e Verso, o livro já está na fase de acabamento editorial.
A ideia foi arquitetada pela diretora geral Naterci e o projeto coordenado pelo diretor auxiliar e pedagogo Alex.
Foi na sala de aula que o projeto ganhou vida pela orientação das professoras de Língua Portugesa: Claudia, Dalila, Edimara, Graziela, Marta, Rosália e Val.
A atividade de produção dos textos aconteceu em todas as turmas do Colégio do Ensino Fundamental, Médio e Técnico.
No total, foram pré selecionados 356 textos. E na seleção final ficaram 127 e finalmente 108 textos estão no livro.
É com muito orgulho que na noite de 30 de novembro faremos o lançamento oficial.

O livro será comercializado por apenas R$ 20,00.

Na noite de autógrafos os convidados poderão comprar o vale livro e trocar pelo livro nas mesas dos autores, que farão o autógrafo.











sexta-feira, 28 de setembro de 2012

3ª REUNIÃO PEDAGÓGICA - 29 DE SETEMBRO

No dia 29 de setembro haverá a 3ª Reunião Pedagógica, com participação on line.

A postagem de comentário nos textos sugeridos valerá como presença do professor.
Para participar observe o passo a passo a seguir:
1º - Acesse o blog da pedagogia: www.pedagogiazardo.blogspot.com
2º - O tema é "Plano Personalizado de Atendimento - PPA". Clique no título em azul.

http://www.pedagogiazardo.blogspot.com.br/2012/09/plano-personalizado-de-atendimento-ppa.html

3º - Leia o texto e reflita sobre o tema abordado (distorção idade/série).
4º - Elabore um comentário (texto) digitando em seu processador de texto que expresse sua opinião sobre o texto lido.
5º - Siga até o final do texto do tema escolhido e cole seu comentário na caixa de texto.
6º - Assine seu texto, constando seu nome completo e disciplina.
7º - Selecione perfil "anônimo".
8º - Digite os caracteres e Clique no botão “Publicar”.
9º - Caso dê algum tipo de erro ao tentar publicar seu comentário, envie o texto para o e-mail: pedagogos-zardo@bol.com.br
10º - Interaja, também com os colegas professores, comentando sobre as opiniões publicadas por eles.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

REUNIÃO DE MONITORES DA NOITE: PRÉ CONSELHO

Dia 19 de setembro, na segunda e terceira aula, os alunos monitores do período noturno participaram da reunião mensal de monitoria.
Na reunião, os pedagogos Alex e Dilene orientaram os alunos quanto ao preenchimento da ficha do pré conselho.
O documento faz parte da coleta de dados sobre as turmas, alunos e professores.
Participaram os monitores das turmas do Ensino Médio Regular e dos cursos técnicos de Administração, Informática, Meio Ambiente e Secretariado.
Além do registro fotográfico, os alunos entregaram o documento e assinaram a Ata de participação.









REUNIÃO DE MONITORES DA MANHÃ: PRÉ CONSELHO

No dia 19 de setembro realizamos a reunião com os monitores do turno da manhã, com o intuito de realizar o Pré-Conselho. 
Convidamos os alunos monitores para esta reunião e mais dois alunos (um rapaz e uma moça), escolhidos pelos professores da turma.
Foram discutidos temas referentes ao aproveitamento escolar do 3º bimestre, quanto as questões de hábitos de estudo, de comportamento, de responsabilidade e de respeito entre professor e alunos. 
Além disso, ocorreu a reflexão e a análise das posturas dos alunos em sala, quanto ao perfil da turma, as principais dificuldades de aprendizagem e de comportamento, do cumprimento na entrega de atividades e de trabalhos.
Para os terceiros anos, destacamos a questão da orientação profissional e entregamos o Guia das Profissões da UFPR, com ficha de empréstimo entre os alunos.
Destaco a seriedade dos posicionamentos dos alunos frente as questões pedagógicas levantadas, bem como, as sugestões e apontamentos positivos que foram realizados quanto ao trabalho desenvolvido pelos professores do Colégio Estadual Professor Francisco Zardo.

 Pedagoga Michele dos Santos Paitra


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

REUNIÃO DE MONITORES DA TARDE: PRÉ CONSELHO

Na data de 19 de setembro ocorreu a Reunião de Monitores das turmas da tarde.
A pedagoga Marcia conduziu a atividade orientando os alunos para realizarem o Pré Conselho do 3º Bimestre.
Também foram lembrados os combinados da campanha "Seja um Aluno legal".
Os alunos do 3º E receberam o Guia de Profissões, com a tarefa de fazer com que todos os alunos da turma tenham acesso e leiam o material.












quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ENTREVISTA: ARMINDO MOREIRA

“O educador usurpa uma função que é da família”

Armindo Moreira, professor e mestre em Filosofia pela Universidade Pontifícia de Salamanca, na Espanh é conhecedor de sistemas educacionais de diversos países, em especial na Europa.
O professor aposentado da Universidade Estadual do Oeste (Unioeste) Armindo Moreira é categórico ao afirmar que a escola brasileira não é nem pior nem melhor que as outras, mas igual. Porém, ele afirma que o país tem grande potencial para evoluir pela riqueza cultural, pelas boas relações humanas e pela vontade que o brasileiro tem de crescer e de se desenvolver. 
Ele defende métodos tradicionais de ensino e sugere cautela no emprego de novas tecnologias, que, segundo ele, podem banalizar conteúdos e formas essenciais ao aprendizado.

No seu livro recém-lançado Professor não é educador, pela editora Profeduc, o senhor afirma que existe hoje uma confusão entre educar e instruir. Qual é a diferença?
A educação consiste em criar hábitos e sentimentos, papel que cabe à família, à sociedade e à igreja. A instrução é a aquisição de conhecimento que facilita ganhar o pão de cada dia. A diferença é tão grande que há pessoas que não têm nenhuma instrução, mas uma esmerada educação. E, outras, muito bem instruídas, porém muito mal educadas.

A confusão em torno do real significado desses dois termos faz com que muitos pais atribuam aos professores as duas funções?
Certamente, e um dos males da sociedade advém desta confusão, que vem do início do século 20. No tempo dos governos totalitários, os ditadores gostaram muito da ideia de confundir instrução com educação, porque assim, por meio dos ministérios da Educação, educavam o povo e a sua ‘carneirada’ votante. Antes do século 20, não existiam ministérios da Educação, apenas ministérios de Instrução. Essa confusão entre educação e instrução favorecia as ditaduras: nas escolas, os professores, que eram funcionários públicos, faziam a cabeça do povo educando. É daí que surge essa confusão, com os professores passando a também educar, usurpando uma das funções sagradas da família. Esse modelo permaneceu até hoje e continuará por muito tempo, porque não custa nada e é simpático ser educador. Para isso não é necessário curso algum, não precisa de diploma e todo professor torna-se educador, de qualquer disciplina.

Como se dá isso no dia a dia? É algo específico do Brasil?
Isso não acontece apenas aqui, mas em todo o mundo. E é algo muito cômodo. Se o professor não preparou a lição do dia, o que ele vai fazer? Vai educar, dar alguns conselhos. Isso lhe dá uma aura, até maior que a dos pais, que acabam desautorizados. Hoje estamos vivendo as consequências dessa confusão toda. Nosso povo, no geral, não é instruído nem educado. E se isso acontece, mesmo com bons professores: a relação entre instrução e educação é desproporcional: passa-se mais tempo educando que instruindo.

De que forma é possível mudar isso?
O primeiro passo é ter profissionais preparados para cada função. O professor hoje é tudo: diretor, pedagogo, administrador. Nossas escolas estão arruinadas e não é só por falta de dinheiro. Um professor não é preparado para lidar com dinheiro. Um diretor não tem noção, por exemplo, de como se deve fazer a manutenção de um prédio. Em todas as áreas são exigidas pessoas qualificadas, mas na educação isso não acontece. Administrar, lidar com dinheiro e promover obras não é função do professor. Ele ensina, ele educa, ele administra... Está na hora de não mais atribuir ao professor tarefas que ele não pode cumprir.

E as novas tecnologias empregadas ao ensino? Elas ajudam ou atrapalham o cotidiano da sala de aula?
Uma imagem vista muitas vezes é gravada para a vida toda. Pendurar mapas na parede, por exemplo, é uma forma simples e eficaz de ensinar. Saber a ordem alfabética é essencial. Muitos alunos e até adultos não costumam usar o dicionário porque não sabem manusear. Não custa nada decorar o alfabeto, algo tão simples e necessário. Empregar a tecnologia sobre um método já deficiente não melhora, pelo contrário, piora ainda mais o que vem há tempos sendo feito errado. É a didática que precisa ser corrigida. A tecnologia é o emprego de técnicas para se aprender mais rápido e melhor.

O mesmo acontece com as simplificações?
Algumas simplificações ajudam, outras atrapalham o aprendizado. Simplificar é para quando já se sabe. As simplificações que condeno são aquelas que substituem o verdadeiro nome das coisas. Por exemplo, acento circunflexo não é ‘chapeuzinho’. Acento para trás e acento para frente também não existe, é acento grave e acento agudo. Essas são simplificações que só causam confusão e não ajudam em nada.

O senhor condena o que diz ser um uso equivocado do termo ‘criatividade’, que, como classifica, não passa de marketing editorial...
Tudo o que aprendemos ajuda a criatividade. Quanto mais ideias, mais criativo eu sou. Quando mais imagens eu tenho, mais criativo eu sou. A criatividade depende da quantidade de conhecimento a que se tem acesso. Ou seja, todo livro que traz novidades é criativo. Isso não se mede pela quantidade de cores ou tinta empregada. Usa-se exageradamente o termo criatividade apenas com o único intuito de vender mais livros. Isso não quer dizer que não sejam bons, apenas que não é possível qualificar um livro pelo grau de criatividade que ele oferece, isso depende muito mais de quem vai lê-lo.

Os currículos também são objeto da sua crítica, algo que precisa ter a atenção devida dentro do processo de aprendizagem. Como seria o currículo ideal?
Cada município, por meio da sua Secretaria de Educação, faz seu currículo. Não existe um padrão. Defendo um currículo universal e duradouro. Livro bom é feito para currículos pensados para dez ou 15 anos, algo que se estenda por toda a sua vida de estudante. Um bom autor pensa em um livro não para dois, três anos. Isso não significa que não exista espaço para melhorias e adaptações, mas a base precisa ser mantida.

(Publicado em 08/08/2012 | Fabiula Wurmeister, da sucursal de Foz do Iguaçu - Gazeta do Povo)


Você acha que os professores extrapolam suas funções ou também cabe a eles desenvolver valores?
 


terça-feira, 4 de setembro de 2012

OPINIÃO

A sensação generalizada é que o ensino público nacional é um desastre. É uma visão errada?

É uma visão correta.
Sobretudo para as crianças pobres, que teriam na escola a única chance de ascensão social.
A escola é um desastre quando analisada pela ótica das avaliações internacionais, e um desastre também do ponto de vista pessoal, individual.
A única chance que um cidadão tem de melhorar de vida no Brasil é por meio da educação de qualidade.
E ela não tem qualidade para a maioria das pessoas.
O número de jovens que chegam ao ensino médio é baixíssimo, e entre estes a evasão é uma calamidade.
E o governo é incapaz de entender que há um modelo errado ali, que penaliza jovens justamente quando eles atravessam uma fase de afirmação.

(João Batista Araújo e Oliveira, Revista Veja 22 de agosto de 2012)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PEÇAS DE TEATRO DOS ALUNOS 2º MAI - PROFESSORA GILMARA

Os alunos do 2º Ano do Curso Técnico em Meio Ambiente Integrado do Colégio Estadual Professor Francisco Zardo, horário matutino, elaboraram poemas, teatros, noticiários, produção de textos e artigos jornalísticos.
Trata-se do estudo do conteúdo Desflorestamento, Reflorestamento e Áreas Protegidas, da disciplina de Gestão de Recursos Naturais. 
O trabalho foi realizado e apresentado em equipes, nas aulas da disciplina. 
Entre vários trabalhos bons que foram produzidos, houve a apresentação do Teatro “Morte das Árvores”, o Teatro “Desmatamento no Brasil”, a criação do Jornal, apresentado ao vivo, denominado “FURO ZARDO”, cujo Tema foi “Incêndio na Floresta”, dentre outros. 
Posteriormente as apresentações uma das equipes também reapresentou a matéria jornalística “Incêndio na Floresta” na Semana da integração Família e Escola que aconteceu na semana de 20 de agosto de 2012.

Parabéns queridos alunos!
Vamos estudar muito, obter, produzir e distribuir conhecimento ao longo deste ano!

Professora Gilmara

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

PALESTRA: RIO + 20

Antes das férias acompanhamos a Rio+20 através da mídia e entre um e outro conteúdo inseríamos comentários sobre as repercussões da Conferência da ONU. 
O profº Guilherme da Silva trabalha comigo pela manhã, na escola particular.  
Lá eu soube que foi à Conferência com uma credencial concedida a ele pelo seu envolvimento com a  Pastoral da Juventude da Igreja Católica. 
Após as férias ele apresentou suas impressões e sua experiência aos educadores da nossa escola. 
Então convidei-o para partilhar sua experiência com a turma do 4º MA. 
Na primeira aula após o recesso organizei com os alunos para que eles trouxessem informações sobre os resultados da Conferência. 
Assim discutimos questões levantadas pelos alunos preparando a fala do Prof. Guilherme. 
No dia 03/08 o Prof. Guilherme compareceu em nossa escola. 
Reunimos as turmas do Curso Técnico em Meio Ambiente onde o colega expôs suas impressões a respeito da Conferência da ONU. 
No final, houveram  perguntas e um pequeno debate sobre os rumos a serem tomados a partir desse evento. 
A principal idéia debatida foi a questão da sustentabilidade e de ações sustentáveis em todas as esferas de poder que deverão ser construídas e colocadas em prática a partir de agora. 
Afinal, como disse Milton Santos "nós temos que mudar nossa atitude diante desse fundamentalismo imposto pelo sistema capitalista que é o consumismo" a qualquer preço, e pensarmos nas consequências e nos impactos ambientais que possam advir e comprometer as gerações futuras. 
Agradecemos a presença do Prof.Guilherme da Silva, bem, como a participação da coordenação, dos professores e educandos.

Profº Euclides Muller







A RIO + 20

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, foi realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. 
A Rio+20 foi assim conhecida porque marcou os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e contribuiu para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.
A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.
O objetivo da Conferência foi a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

INTEGRAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA - 8º E 9º ANOS

A noite de 21 de agosto foi marcada pelo encontro de famílias, alunos, professores e convidados dos 8º e 9º anos da tarde.
O Diretor Auxiliar Alex deu as boas vindas e convidou as alunas do 8º B para apresentarem a Dança Africana.
O aluno Thiago, do 6ºC apresentou música, cantando e tocando violão.
Fernanda do 9ºB e sua irmã Camila realizaram a apresentação sobre o Escotismo.
Para encerrar, o Sr. Luiz, pai da Giovana do 9ºB, apresentou o grupo de dança gaúcha Raça Campeira.
Foi um noite brilhante com muitas emoções.
Ao final, os pais escreveram opiniões sobre o evento que foram ficados no mural e expostos na sala dos professores.











segunda-feira, 20 de agosto de 2012

INTEGRAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA - 6º E 7º ANOS

Na noite de 20 de agosto, pais, alunos, professores e pedagogos reunira´m-se no Auditório do Colégio para realizarem o encontro de família e alunos.
Na oportundiade, foi passado um vídeo sobre as melhorias ocorridas no Colégio Zardo desde 2009.
Por meio de texto e imagens os participantes puderam apreciar o que vem ocorrendo de positivo na estrutura do colégio.
Em seguida, a Pedagoga Simone apresentou as fotografias e os trabalhos dos alunos (pintura em tela).
O diretor auxiliar Alex salientou a importância da integração família e escola e em seguida convidou a professora Marilise (Arte) para apresentar as alunas do 6ºA que dançaram o Can can.
Na sequência, os alunos do 9ºC apresentaram a Salsa, dança cubana.
E para concluir, as famílias foram convidadas a escreverem sua opinião sobre o evento, sendo que os papeizinhos foram fixados no mural.